A INDÚSTRIA DA MODA ESTÁ MUDANDO

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Mais engajada em causas sociais, a indústria da moda está ouvindo suas consumidoras: mulheres inteligentes e informadas, que sabem o que está acontecendo no mundo e que estão revendo seus conceitos a fim de fazer desse mundo um lugar melhor. Hoje, é mais difícil encontrar alguém que queira vestir-se de pele animal. Nós, mulheres, não queremos vestir pele animal.

Se existe tecnologia para produção de pele sintética, por que usar uma peça que foi construída com base no sofrimento animal? Podemos nos aquecer muito bem com pele falsa, então vamos consumir esses produtos e nos vestir com orgulho de não ter participado de um sofrimento injusto, que pode ser evitado por nós, consumidoras.

As grifes, que antes resistiam a abolir o uso de peles em suas peças, ouviram suas consumidoras e estão aderindo às versões sintéticas do material. A líder desse movimento na indústria é a estilista britânica Stella McCartney, que não usa nenhum produto de origem animal em suas coleções.

Então esse ano é um marco para o fim do uso de pele animal na moda, porque nos desfiles dessa estação, grifes como Armani, Givenchy, Chanel, Gucci, Michael Kors e Donatella Versace reforçaram o time liderado por McCartney.

Em recente entrevista a um jornal inglês, Donatella Versace anunciou que sua marca se juntou ao grupo sem crueldade, pois não acha certo matar animais para fazer moda. A empresária não definiu datas, mas acredita-se que ocorra uma mudança gradativa na marca. Mas o mais importante, que é o primeiro passo, já foi dado.

No Reino Unido, 95% das marcas não usam mais pele animal em suas coleções. Esse levantamento foi feito pela ONG People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), e isso inclui algumas das mais tradicionais grifes como Burberry e Mulberry.

É a prova de que estamos sendo ouvidas! Não queremos usar pele animal e as grandes marcas já perceberam essa mudança no nosso posicionamento, então estão sendo obrigadas a rever seus conceitos sobre moda, a fim de remodelar a imagem de suas empresas, para então atender e deixar suas clientes satisfeitas. A indústria da moda está mudando, talvez não tanto por consciência, mas porque nós, consumidoras, temos essa consciência, de que podemos fazer a diferença no mundo mesmo nos pequenos atos, como ir a uma loja comprar uma peça de roupa.

 

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